sábado, outubro 30

Nelson Gonçalves

Naquela mesa ele sentava sempre E me dizia sempre o que é viver melhor Naquela mesa ele contava histórias Que hoje na memória eu guardo e sei de cor Naquela mesa ele juntava gente E contava contente o que fez de manhã E nos seus olhos era tanto brilho Que mais que seu filho Eu fiquei seu fã Eu não sabia que doía tanto Uma mesa num canto, uma casa e um jardim Se eu soubesse o quanto dói a vida Essa dor tão doída, não doía assim Agora resta uma mesa na sala E hoje ninguém mais fala do seu bandolim Naquela mesa ta faltando ele E a saudade dele ta doendo em mim


~é, as vezes me bate uma saudade; ainda que eu nao goste de admitir, e dói. Doi muuuito, lembrar de tudo, e imaginar tudo que podia ter sido e nao foi. Dói lembrar como por varias vezes me entreguei, acreditando na mudança. Doi lembrar das esperas infinitas, nas quais ele nao chegou. Doi pensar nas palavras duras que foram ditas, que feriam como um golpe de facadas. Doi imaginar que sejam verdadeiras. doi, doi, doi. E como o Marquinhos mesmo disse, chega uma epoca em que "desculpas" não resolvem mais.

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