domingo, outubro 10

Hans Christian Andersen

Era o ultimo dia do ano, véspera de Ano Novo e estava terrivelmente frio! Estava nevando e logo ia escurecer.
Atraves do frio e da escuridão, uma pobre menininha andava pelas ruas, com os pés descalços e sem cachecol na cabeça. A menininha andava com os pés descalços, que já estavam azuis de frio.Ela levava uma caixa de fósforo no seu velho avental. Tinha sido um péssimo dia para ela. Estava com muita fome, muito frio, e parecia muito frágil. 
As luzes brilhavam nas janelas e havia um aroma delicioso de carne assada por toda a rua. Tudo que a menininha conseguia pensar é que era véspera de Ano Novo. Ela se sentou entre duas casas e tentou se aquecer num canto. Ela foi tendo cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar pra casa, seu pai ia bater nela e além disso, em casa também fazia frio.
Suas mãozinhas estavam quase inertes de frio. Um fósforo acesso serviria para algo pelo menos! Talvez ela pudesse pegar só um, riscar contra a parede e esquentar seus dedinhos.
E assim ela tirou um. Como brilhava! Como queimava! Era uma chama quente e delicada, exatamente como uma velinha, quando ela colocou a sua mão ao redor. O fogo era magnífico e dava tanto calor. A menininha tinha acabado de estender os pés para aquece-los quando a chama se apagou. Ela ficou ali, sentada só com uma cabeça de fósforo queimado na mão. 
A menininha acendeu outro, que queimou e na parede ela começou a ver um aposento onde havia uma toalha branca com porcelana fina. Havia um ganso assado que enchia o aposento com um cheiro delicioso. De repente o ganso pulou do seu prato e, com o garfo e a faca espetados nas costas, rolou no chão, diretamente sobre a pobre menina. Então o fosforo apagou-se e não havia mais nada para se ver que não a parede fria e espessa.
Ela acendeu um terceiro fosforo e imediatamente se encontrou sentada sob uma magnifica árvore de natal. Era a maior e mais linda que ela tinha visto. Muito melhor que as das portas de vidro pelas quais ela tinha passado nas lojas. Mil velas ardiam acessas nos ramos verdes e parecia que todos os enfeites coloridos estavam sorrindo para ela. A menininha levantou a mão e o fosforo se apagou. Ela então se deu conta de que as velas de Natal, eram apenas estrelas. Uma delas caiu e formou um longo risco de fogo no céu. "Alguem está morrendo", murmurou a menininha, pois sua vó, já falecida, que era a unica que tinha sido bondosa com ela, costumava dizer-lhe: "Se você vir uma estrela cadente, isto significa que uma alma está indo para o céu".
Ela acendeu outro fósforo que fez um clarão enorme. Desta vez, no meio da claridade ela viu sua avó. Ela parecia tão meiga e tão brilhante.
"Ah, vozinha, me leve com a senhora", pediu a menina. "Quando o fosforo se apagar a senhora não vai mais estar ai! A senhora vai desaparecer igual ao ganso assado, à arvore de Natal.." Ela de repente acendeu o resto da caixa porque queria reter sua avó ali e os fosforos arderam com tanto brilho que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca tinha parecido tão alta e tão bonita. Ela levou a menininha nos braços e ambas voaram para longe com uma enorme alegria, cada vez mais alto até que não havia mais frio, nem fome, nem sofrimento. Elas estavam no paraíso.
Cedinho na manhã fria, a menininha ainda estava sentada no canto entre as duas casas. Suas bochechas estavam vermelhas e ela tinha um sorriso nos lábios... Ela estava morta, tinha congelado até morrer na véspera de Ano Novo. A manhã do Ano Novo surgiu sobre o corpinho sentado ali com os fósforos, um pacote quase totalmente queimado.
"Ela só queria se manter aquecida" alguem disse.
Mas ninguém sabia que coisas lindas ela tinha visto, ou com que esplendor tinha entrado no Ano Novo com sua avó.





~dia na casa de vovis, enjoadérrima.. e agora descer pra falar com jess e isa q gentilmente vieram me visitar.

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